sábado, 12 de dezembro de 2020

Um Frágil Feixe de Luz

 

Por detrás de um olhar (fechado)

esconde-se um mundo inteiro flutuando num frágil feixe de luz

às pálpebras cerradas desvelando

as formas caleidoscópicas do amor


quarta-feira, 7 de outubro de 2020

A ABRUPTA EXTINÇÃO DAS UTOPIAS




Andamos adentrando denso nevoeiro

Sentindo-nos dispersos entre nossas próprias névoas

Algures perdidos no tempo   atravessamos a noite interior   num andamento inacabado

Trespassando incessantemente esse dúbio espaço 

                                          por dentro acalentando tal negro remorar

No ardor das fagulhas às cinzas soprando   a abrupta extinção das utopias





terça-feira, 11 de agosto de 2020

à i/mortalidade


Se fôssemos centro seriamos semente dentro

Seriamos certamente uma singularidade

Uma detonação circular irrompendo inesperada

Um suicídio quântico impugnando a probabilidade

 

E se essa singularidade nos unisse

Seriamos certamente o imprevisto evento

A implosão mais distante da uniformidade

Uma luz luminar irradiando do centro, dentro ensombrando a luz angular

 

Se fôssemos centro seriamos por dentro semente

Seriamos infindavelmente

Uma singularidade sobrevivendo à i/mortalidade

 


quarta-feira, 29 de julho de 2020

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Cedo só à cobardia


Cansado
Cansado e incapaz 
Incapaz de confrontar os monstros de olhos rosados que à noite se agigantam  

noite sobre noite
Afadigando ternamente
causando incapacitante fadiga

(ah   o deleite diletante da nostálgica melancolia do nosso infortúnio existencial)

agigantando-se 
por ora vírus

sem braços
segmentando mundo numa suspensão secular
Assim Sem Deuses

Incapaz para afrontar tais róseos olhares da besta
 (noite sobre noite)

Cansado
Cansado e desistente

Cedo só à cobardia     hora sobre hora     na soma sendo vida