sexta-feira, 13 de setembro de 2013

DENTRO DO TEMPO



Um passo por dentro do tempo
Ligeiramente para trás                                                

Alterando a ordenação das horas
Contendo seculares invernias
Negando séculos sedimentados na espera  


Move-se o tempo
                   e o mundo inquieta-se

Estranhando o esplendor que na dor desponta
                                 num clarão de transparência fulminante


«Existem ainda versos por escrever
Palavras talvez por soletrar
                                               Nossos nomes
                                                 Nossos próprios nomes»



Um passo para dentro de um mundo
Um tempo anterior  

Destituindo interditos silêncios
Desfazendo a desordem das eras 
Reconstruindo na recorrência de um caos 
primitiva representação


Move-se o mundo
                   e o tempo inquieta-se

Estranhando a luz que da luz irrompe


«Existem gestos interrompidos
Promessas talvez por iniciar
                                                   Nosso tempo
                                                      Nosso único tempo»



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