terça-feira, 29 de março de 2011

Estultos Vultos





Que sombras estas são

Que me seguem

Me perseguem

Como estultos vultos

(Ocultos)

Que avultam

Em desordem

A razão




Que sombras estas são

Que me rondam

Me assombram

Como

Nomes sem nome

Faces sem face

Como

Silhuetas desfeitas

(Feitas de negro-morte)

Que habitam

E invertem

A razão




 (...)


«Onde se escondem

Os lagos coloridos

Os campos floridos

Meus olhos de criança»


(...)




Que vozes estas são

Estes gritos que ecoam

Como ruídos retumbantes

Estes risos aflitos

Que troam

Como lágrimas ressonantes




De onde procede

Esta névoa que me traja

Este ultraje que me povoa

Despovoando a memória




Que canto é este

Que se aproxima

Taciturno

E em surdina

Porque voa o corvo

Como ave de rapina



(...)



«Dos mortos, a morte nada sabe

E a vida já não quer saber de mim»


(...)



E
Tu
Onde estás?





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