As sombras invadem um mundo como hordas semblantes
Povoam abandonados espaços
Apossam-se na escuridão da
escuridão da luz errante
Em taciturno caos avultam-se decrépitas figuras
Silhuetas de destituídos contornos
Esbatidas no retraçar de um símbolo
inscrito em infinitos círculos
Cingidas as sombras
agigantam-se inclinam-se sobre o
corpo abatem-se sobre a face
É íngreme o caminho conducente à ascensão
A nocturna vigília do pranto oculto das sombras
As sombras apoderam-se da razão como hordas errantes
Avolumam-se no obscurecimento da memória
Apartam da luz a luz semblante da
escuridão
Iluminadas as sombras são
labaredas insanas
Silhuetas esparsas de um fogo
Incêndios ocultos no corpo
Inquieta é a noite que se estende num sibilar de vento infame
Débil é o desígnio ocluso que se sente silêncio impronunciado
Silenciadas as sombras
arrastam-se contraem o rosto desabam sobre o corpo
Árdua é a crisálida do monocroma de uma lágrima
Na nocturna vigília do pranto oculto das sombras
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