Colapsa convulso solo som
Na controvertida espiral do verso essencial
No controverso contorno do tempo que num incesso retorno nos contorna
Inquirindo as incertezas
Perpetuando as perplexidades
Colapsa convulso solo som
Espaço instável onde o esquecimento se dobra
Ocultando o tempo numa
enegrecida memória
«Nada existe
A b s o l u t a m e n t e nada
Uma inexistente vaga só assim subsistirá»
Colapsa convulso solo som em denso mudo espanto
Todo o vazio é antecedido por espaços inúmeros
Antecedentemente preenchidos por númeras vozes
Colapsa convulso solo som
Sangra viva morte de uma escrita
Esvanece-te nas entrelinhas de um verso
«Cessa o tempo sem cessar em infindos infinitos
Cessa por cessar o tempo em infinitos gritos»
Colapsa convulso solo som
Sangra vida dor que vive num delíquio de infortúnios
Morre só tempo só falecido em
textuais inexistências
«Nada existe
Não este ofegante respirar que me desmente
Nem o intervalo onde te quis habitar»
Colapsa convulso solo som
Sangra viva morte escrita .



