Cai
Calada
A Noite
Caem sombrosas sombras em sombria secessão
São soturnos vultos de inominado nome
São sussurrantes sons em soturna cadência
«Nove vezes a face nos assola
Nove rostos nos assomam em memória
Nove terços somados como partes
Nove novenas em verso formando tempestades»
Calada
Cai
A Voz
( Entre nós há um espaço de silêncios )
Uma oblíqua distância em muda redundância
Uma indizível ausência em emudecimento
Um redutivo mutismo reduzido em verso
Como excesso que o excede
Uma silente sujeição em seguimento
Como paradoxal tangente à enunciação
«Perene pena pendente permanece
Vago vazio vagando vaga voz
Figurado fogo fragmentando a foz»
Cai
Descrente
O Crente
Sacra sucumbência em altar sacrificante
Leda pena na seda sangrada
«Efémero multiplicador em ímpar equação»
Penitente indulgência ou presença assimétrica
Crença na simetria existente na ausência
«Fátua figuração de um mundo fulgente»
Decaído
Cai
O Mote
«Na supérflua asfixia da perplexidade
Na asfixiante paradoxia da póstuma morte»
Cai
Decadente
A Decadência
Cai amorfo o verso em
alvoroço
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