I.
Erguem-se eflúvios fumos
Esfumados rasgos de dor
Etéreas silhuetas elevam-se
Fumos negros em vapor
Traços de sombras em silêncio
Como obscuro relevo
revelado na obscuridade
A memória como negrura negra
O tempo como negro negrume
II.
Agora que se calam as cítaras
Agora que se quebram os ulmeiros
Murmulham nómadas as palavras
Cada rosto é teu rosto
Cada corpo teu culto
Cada verso teu lugar
Assim o silêncio se torna verbo
como verso confesso
Roxas lágrimas
Púrpura dor
III.
Sobre as águas
emergem
Vultos de fogo
Avultadas sombras em chamas
Eflúvios rostos
Fumos perfumados
na dor
.






