Como cordas soltas no sopro do vento
Como sombras (em nós) suspensas
As palavras tremulam em tumulto
Enquanto decaem,
Como folhas secas,
Em oblíquas fontes,
Como versos
p
e
n
d
e
n
t
e
s
Sobre q/u/e/b/r/a/d/a/s p_o_n_t_e_s,
Em
r í n a s
u
Como sopro solto no vento
Como soturna sombra nocturna
A Palavra aparta-se em tumulto
V E R D A D E
Como parte
Como brecha
Palavra ferida
Como afiada flecha
Disfarçada farpa
Como farsa
Como falsa valsa
Desencanto tanto quanto encanto
Espaço desordenado
Verso Errante Verbo Errado
Amordaçado
Imperfeito Irregular
Sem lugar
Como cordas soltas no vento
Como sombra em sombra suspensa
A Palavra desordena-se em tumulto
I N T E G R I D A
Como sofrida súplica
N Ã O
É
E M L
S E H
T E
E
M P P
E E E
U R R
T T
E E
M N N
U C Ç
N E O
D
O
Nem o pretendo,
Pretenso
Como sopro solto
Como assombrada sombra
As Palavras ausentam-se em silêncio
Como
L
á
g
r
I
m
a
s
Entristecida escrita
Como
Reescrita tristeza
Como
Palavra calada
Como escada
Decaída
(Não ditas
As palavras malditas
Onde floresces
Em silêncio)
.





