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quinta-feira, 7 de março de 2013

Abissais Representações da Renúncia








perto do Precipício
a berma insinua-se como margem
    subtilmente tentando
                                       tentado passo

Suicidários abismos             
                de horas irrelevantes
confrontando 
                              o erro errante

Chagas casuais
Permanecendo    
Tempo

Perpetuidades corrompendo      
Infinitesimais



próximo do Abismo
o corpo vacila 
    subtilmente preparando
                                            vazo espaço

Evocando sob as orlas
imorais rezas
              impúdicas súplicas
                         circunstantes transparências


Abissais representações da renúncia

Imbuindo incêndios
em incessante deflagração

Impondo refúgios
de pronominal nomeação



face à Falésia
a queda anuncia-se
    subtilmente predizendo
                                               Fim




sábado, 14 de maio de 2011

Na Margem Dúbia do Verso







I.


Desta dor nada te posso contar

Por detrás do Sol, todo o mundo é negro

Assim como escuras são as sombras de todas as cores



Os sonhos decaem sem que o sintas

Tombam sem sentido

São errantes lugares

Precocemente entardecidos



O tempo passa

As horas ultrapassam-nos



Assim vamos caindo

Como caem todas as folhas

Como se quedam todos os versos




II.


Desta frágua nada te posso dizer



É flama que extingue

É lama que alaga

É água que afunda



Reclusos passos que nos sepultam

Numa sepulcral clausura

Num claustro de vapores



Fraga sobre fraga

Fumo sobre fumo



Onde cada lágrima é um mundo que se ausenta

Em silêncio



Assim se perdem todos os sentires

Assim se pausam todos os saberes




III.


O tempo é um ciclo de ciclos composto

Decomposto de espaços circulares

Que assomam e se dissipam

Em circunstanciais circunferências

Progressivamente menores



Opaca capa nos aguarda

Enquanto nos guardamos

Num espaço d’ espera

Enquanto nos restamos

No tempo que resta



Na margem dúbia do verso




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