I.
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| das horas A boreal aurora
A MEMÓRIA
Em palavras sobrepostas
Como tochas
Versos em chamas Negras
flamas em negros castiçais
Inquietas silhuetas Inconstantes
vultos em constante propagação
Sibilinas sombras Imprecisos
traços em traço de carvão
Retidos rostos Retratos retraídos em largas madrugadas
É a memória sobre áridos trigais
É o passado do passado
Por concluir
II.
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| dos dias Entardecem todas as tardes
Assim como todas as tardes me
entardecem
Um TEMPO
Sem palavras
Temo do tempo o tempo
em que me temo
Um IDIOMA
Inacabado
Verbo disperso em disperso espaço
Sussurrado
Etéreas são as mágoas elevadas
Assim como elevado é o
caminho das águas
Verso
É o poema um lugar sacrificial?
III.
Dentro |
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| de mim Anoitecem todas as noites
Assim como todas as noites em mim anoitecem
Como negras florestas
Todas as planícies se encobrem
Anunciando a sacra via dos
candelabros
A procissão dos sofridos fracassos
O pó que ao pó se irá suceder
Elevando ao alto
Meu medo
Minha dúvida
Minha hesitação
Minha recorrente pena
Porque me quedo em queda quando
meu verso te clama?
