Minha rara claridade
Minha breve lucidez
Tarde entardece tempo meu
Entardece e é já tarde
Impossível, talvez, adiar
Entardece e é já tarde
Tardiamente o tempo apareceu
Sobre os ventos incompletos
Sobre os sossegos agrestes
Sobre as metáforas inconcludentes
Obscuridades rubras e rumorosas intermitências
Sobre os sonhos ocultos
Sobre os percursos ocasionais
Sobre as convulsivas dissolvências
Ermos brandos e lápidos lírios brancos
Só vozes vazias sussurrando causal contradição
Só raízes dispersas enraizando tardias essências
Entardece
Já é tarde
Tardiamente o tempo me entardeceu
Minha rara claridade
Minha tão breve lucidez
Não há, Poeta Grande, brevidade em tua lucidez, pois eis que toscas medidas, não aferem reais grandezas. Teu poema é uma construção esplêndida. Abraços.
ResponderEliminarO relógio não pára
ResponderEliminarOs ponteiros não retrocedem
E faz-se tarde
Escurece…
Só já se avista, o sol
A cair pela colina
Mas num breve feixe de luz
Flutua a hora
É só esticar a mão e apanhá-la
É só segurá-la num segundo
“Numa breve lucidez”
O tempo é ar num lugar pequeno
A tua inquestionável questão.
Um poema onde a noite parece prevalecer, num
olhar mais atento, Uma Claridade.
Gosto sempre
Beijinho
Também a vida é breve e se cabe nela, em seu tempo, essa lucidez, nada é tardio. Você brilha nos versos.
ResponderEliminarSerá sempre num tempo tardio que as vivências dispersas e que as raízes que nos conferem a matriz do ser que somos, assomarão com mais acuidade ao nosso tempo memorial.
ResponderEliminarSerá sempre tarde se algo se deixou passar ou se esse algo nos fugiu.
Será também neste sentir tardio que nada se pode adiar.
Tem cabimento o lamento no verso…
Mais um brilhante poema que ficou a remoer o meu tempo.
Bjo, amigo Filipe :)