O espaço, estreito, estreita-se na inversa espessura dos corpos cumulados
Corpos temporários, sitiados na confluência
perpendicular dos medos
Passos percorrentes percorrem diagonal espaço
Caóticos corpos convulsivamente expostos na vertical
Indiferenciadamente sobrepostos em m
e
m
ó
r
i
a
Constrangidamente decaídos num in-movimento
Num temor permanentemente transitório
Na oblíqua incerteza d´absente ausência
Percorrendo o volúvel vinco da hesitação
As ruas ruem soterrando nossos passos
Enquanto o percurso, inaudível, continuamente
incontido - prossegue
Eventual
complementar em exemplar linguagem a memória transcende e transporta suas palavras ao íntimo estar: hesitação. Grato por suas palavras, Poeta. Abraços. Pedro.
ResponderEliminarÉ difícil dizer o indizível, e conferir forma ou substancia ao abstrato...
ResponderEliminarExcelente!!!
Abraço e Bom Ano!!
Uma obscura cortina teima em toldar-nos os sentidos, dando azo a toda uma série de artes especulativas, muitas delas bordadas com talento. O transeunte da vida, no entanto, continua a não descortinar os verdadeiros nós da eterna trama.
ResponderEliminarUm abraço
A memória é uma rua estreita
ResponderEliminarque amontoa todos os momentos
Cada rosto
que com o tempo se desfigura
Figurando-se em lembrança turva
como se de um” arquivo “ se tratasse
Amontoa-se pó
quase se apagam letras,
Num texto, ainda legível …
Assim continua, o tempo
Ler teus poemas,
Levam-me, tantas vezes á realidade do tempo.
Gostei muito, claro.
Beijinho
Os espaços são memória e, sempre que os percorremos, física ou mentalmente, inexoravelmente estreitamos o olhar para deles termos a nitidez que desejamos. Talvez par rememorar o caminho...
ResponderEliminarDeleito-me nas tuas palavras, sempre!
Bjo, amigo Filipe :)