Eu
Verso
vagamente transparente
Sem adorno
Sem relevo
Sem pretexto
Eu
No rebordo de um texto
Intermezzo
tempo em íntima idade
Eu
Eu
apenas
Em introspectiva redução da imobilidade
Abandonando-me
na existência incontingente
Íntegra renúncia como ascese acidental
Contrapondo à evidente artificialidade
A semiótica usurpação do tempo seminal
O aveludado
medo de não chegar a ser
o Ser
que o verso esquece
Ainda Eu
Eu e
o Outro
Simbiótico confronto da intimidade
Simbiose de transcendência impúdica
Divagação circunstancial
Incorporando incorpórea virtude
Impedindo o tédio impuro
Defrontando discernente vontade
Questionando
A suposta proposição do tempo
Interrogando
O assertivo
pudor filosofal
Afastando
A oculta pauta do pavor
Eu
Eu
só
O verso vagamente transparente
Na impercetível ironia da ingenuidade
Íntima-Idade
Só fragmentos
.

Fragmentos que fazem um todo...!
ResponderEliminarDeixo os meus desejos de um Bom Ano Novo!
eu
ResponderEliminardistorção do tempo
fragmentos da vontade
reflexo impuro
eu apenas
contraposta renúncia
à "Íntima-Idade" do verso.
Desculpa a "usurpação" das tuas palavras :)
Para mim, este teu Poema É um dos mais belos.
Muito agradecida pela simpatia que sempre deixas no meu blogue, desejo-te a ti e tua família um 2013 pleno de realizações.
Um abraço, Filipe
Entre um Eu físico ressalta o Eu (quase) intangível que apenas em verso deixa percecionar a visibilidade...
ResponderEliminarUm Eu na sua intimidade.
O Outro na sua circunstancialidade.
Belíssimo, poeta!
(Aproveito para te desejar um 2013 à medida dos teus desejos.)
Bjo, querido amigo :)
Os "eus" diversos estão sempre dialogando. Ora vivem conflitos, ora a paz que nos permite um único "eu".
ResponderEliminarDesejo-lhe um grande ano, em todos os sentidos. Abraços!
Meu querido Poeta
ResponderEliminarQue neste ano de 2013 que agora se inicia possamos com uma palavra de apoio e fraternidade fazer que o mundo seja melhor e que a esperança de realizar todos os sonhos seja presente sempre nos nossos corações...que a paz o amor e a felicidade seja o alvorecer de um novo tempo de amor e fraternidade.
FELIZ ANO NOVO
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Filipe,
ResponderEliminarA sua poesia é sempre reflexiva e inspiradora.
Que 2013 envergue sempre roupagens de esperança!
Abraço
Quem o sou para algo quaisque a Ti sequer falar?
ResponderEliminarApenas resguardo-me no abraço saudoso
e nos votos de que esse novo ano que nos inicia
traga-nos esperanças de algo mais além da nossa
percepção.
Vagamente sou Eu Sem molduras
ResponderEliminarEu (Ser)
Eu (extremo)
Deixando as ondas entrarem no jardim
Eu dramaticamente em eras
Eu consciente vagando-me da certeza
Imprevisto crente
Contrariando a mentira
O pavor como fumo nebuloso
Como ponto de interrogação
Eu e o sonho
Eu, o Poeta
Inconsciente consciência
Que no acaso se torna melodia
Filosofando na palavra as histórias da vida
Escondendo a vertigem do abismo
Eu e o Poeta (um Só)
Intimamente, pedaços de Sonhos.
Um poema, sem dúvida intenso, íntimo e belo
Onde existe um confronto entre o Ser e Poeta.
Adorei, Beijo
A beleza e profundidade intimista desse teu poema,nos conduz
ResponderEliminara um caminhar pelo um sentir pleno,entre o ser e o não ser;
o eu e o outro;a aceitação e a inquietude,a entrega e o
medo...
Os versos em excelência,talhando palavras vivas em
sentimentos,desnudando o existir em fragamentos de pura
inspiração,intensa reflexão em poesia espelho e reflexo do eu
profundo,que ecoa o contato de perto do ser...
Sabes,querido poeta,esse teu poema ecou em mim,uma emoção
intensa,que delicadamente me inundou em ondas do precioso
momento contactado,a arte na sua expressão mais sublime...
Belíssimo!!!
Feliz ano novo!!
Bjo,amigo.
Querido Poeta
ResponderEliminarOs nossos Eus que estão sempre em confronto...sempre a querer respostas para perguntas que por vezes tememos fazer.
Sempre IMENSO.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Lindo seu poema.Senti um verdadeiro confronto.
ResponderEliminarSomos ambíguos mesmos, sempre esbarramos no outro... Que na verdade é um reflexo dos outros.
Beijo, Filipe.
O verso cru, na carne, no espelho, sem enfeite ou efeito decorativo, mas de uma pungência refletida nas entrelinhas que sabiamente não esmagaste, mostrando a transparência, ora do poema, ora a intenção do autor.
ResponderEliminarGosto do recurso literário da aliteração, esse jogo de palavras; os sinais e os signos tão bem construídos ao longo do texto. O tempo todo, nos deparamos com o caráter duplo, dessa narrativa, constituída dos planos que se complementam o significante e o significado; e tu, Filipe, nos permite nos apropriarmos e criarmos os nossos próprios emblemas e totens, dentro dos seus eus, da sua intimidade, os nossos sentidos e significados.
Parabéns por mais essa bela construção.
E um beijinho!
;))
Bom dia!
ResponderEliminarPedi o endereço do blog,à Ana Barbara Stº António, para conhecer melhor a sua poesia, pois adorei o que leu no passado dia 19, no orfeão.
Parabéns, identifico-me muito com a sua escrita, pelo que li aqui, ela tem identidade, faz a diferença, tem personalidade!
Muitos parabéns!
vou continuar a seguir.
ps:gostaria de lhe endereçar um convite relacionado com poesia, mas nao tenho email. Deixo o meu caso pretenda: anahomemalbergaria@hotmail.com
Desde eu que vive na poesia escrevo o que ouço repousar em silêncio a cada digíto.
ResponderEliminarTua poesia inspira
Beijo e bom final de semana, poeta
Tu nu(m) texto abandonado ao tempo de espera da construção do poema
ResponderEliminarTu _________________di___vagando sobre a pureza que o teu olhar provoca sempre que desconstróis o poema na transparência da solidão do verso.
Tu
poeta________________poema.
Sempre, em cada sílaba a marca indelével da tua letra (a letra).
Bj.º