(Declamação)
Sopro a sopro
Solto o
corpo
Fragmentando o tempo
Fissurando o rosto
Dispersando o espaço
Traço a traço
D-e-s-p-r-e-n-d-i-mento---------lento em uníssono
movimento
Corpo a corpo
Aparto o sopro
Segmentando
o ar
Seccionando
o vento
Constrangendo
o voo
Pouco a pouco
Desprendimento lento em uníssono movimento
Verso a Verso
Cedo
Retrocedo
Restaurando a
hora
Refazendo a
face
Recriando o
corpo
Sopro a sopro
Desprendimento lento em i/n/v/e/r/t/i/d/o \movimento
Sopro a sopro
Sopro a sopro
Uníssono movimento
Desprendimento
lento
Sopro a sopro
Apartando o corpo
Verso
a verso
Passo a passo
Pouco a pouco
.
Subindo os degraus dos teus versos,em movimento
ResponderEliminarlento,expressando a minha emoção a cada toque,
nas palavras construindo a arte única do poeta
mestre,que domina alquimicamente o poder das
palavras,e em desprendimento nos oferece a
poesia que nos transforma,nos ensina e nos
supreende a cada verso,a cada passo e pouco a
pouco e sopro a sopro o voo poético...
A tua belíssima declamação prorcionou esse voo
ainda mais libertador.
Muito obrigada por esse momento(grandioso para
mim) em teu movimento-arte!!
Bjo,amigo.
Sopro a sopro solto a alma (a cada sopro)
ResponderEliminarSolta- se o sonho
Em tempo quebrado solta- se a vida
Dispersando o sonho (como sementes fossem)
Traço a traço (como se fosse vento)
Sopra num só movimento, num só som.
Corpo a corpo um só verso
Voltando ao tempo
Ao Sonho lentamente…
Um poema que traz muito á imaginação.
Em imagens, em som…
Que se completa com a declamação, quando o tom das mesmas
Palavras mudam,
Sublime, muito imagético.
Adorei ,o poema e a declamação.
Beijo
Um poema sinestésico, em movimento vertiginoso, fragmentada velocidade, onde cada partícula têm a própria e única e uníssona e perceptível e atrativa cadência!
ResponderEliminarNão é um poema para ser lido de uma vez, mas com calma e com todos os sentidos voltados para ele. Ontem estive aqui lendo-no, sentindo-no, tocando-no e me deixando tocar; acompanhando ora suave a respiração; ora uma tensa transpiração.
Não é um poema para ser lido de uma vez só, mas "passo a passo, sopro a sopro, pouco a pouco"...
Retumbante, Filipe!
E é assim, traço a traço, que as grandes obras são executadas.
ResponderEliminarMuito belo seu poema! Abraços
No entanto, subsisto. E movo
ResponderEliminara superfície do tempo
como quem grava
na pele
a raíz contraída
do verso.
Muito grata, Filipe,
por estes momentos especiais
Maneira invulgar de colocar poesia, de a "espalhar", esquematicamente.
ResponderEliminarÉ agradável aos olhos, embora possa parecer o contrário.
Confesso que tive de o ler três vezes e não sei se apanhei a "ponta do fio".
É tudo muito do poeta, e traço a traço, sopro a sopro vai-nos deixando ver e antever, o "corpo" do mesmo, os sentires.
Saudações.
Luz.
Querido Poeta
ResponderEliminarTraço a traço se faz o verso...palavra a palavra nasce o poema e em ti nasce a poesia.
Como sempre fico sem palavras para fazer o comentário que este GRANDE poema merece...senti apenas.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Obrigada, Filipe, tão somente isto.
ResponderEliminarBeijos de luz, da Luz.
afetos e cumplicidades -blog
Perfeito, Filipe. Este poema é perfeito.
ResponderEliminarObrigada pelo comentário lá no Apaixonada.
Bjs!
sopro a sopro
ResponderEliminarse solta o poema
que existe no Poeta
muito bom!
um beij
Querido poeta
ResponderEliminarPassando para te reler e deixar um beijinho e agradecer a visita, sempre bem vinda.
Sonhadora
Poema em que, esquematicamente, partes do interior para o exterior, marcado pelo sopro/corpo, tempo e espaço/traço, como se um “eu” saísse planando, mas não ao acaso; há um rumo interiorizado, percorrendo elementos do ar (ar, vento, voo), saboreando-os.
ResponderEliminarDepois, como se um papagaio de papel há a fase contrária, o recolhimento, o lugar mais seguro, o lugar onde as palavras são rainhas e se compõem em diademas poéticos.
(Bolas, quando deixas de ser tão especial na poesia???)
Beijo, meu querido amigo :)
(n) desprendimento lento se prende a respiração ofegante de te ler. de te escutar o sopro e sentir o verso que é corpo nu movimento em que soltas a alma de ave selvagem.
ResponderEliminar(ia jurar que já te tinha comentado. caroço, a tua escrita preenche(-me) falhas de afectos:-)
Nascimento!
ResponderEliminarRe-visitando.
Abraços,