sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Desprendimento Lento em Uníssono Movimento





                                                           (Declamação)





Sopro a sopro

                Solto o corpo



                Fragmentando o tempo   
                          
                Fissurando o rosto

                Dispersando o espaço


                                             Traço a traço





D-e-s-p-r-e-n-d-i-mento---------lento   em         uníssono             movimento







Corpo a corpo

  Aparto o sopro


                                                 Segmentando o ar

                                                 Seccionando o vento

                                                 Constrangendo o voo

                                                                                              Pouco a pouco





Desprendimento lento em uníssono movimento







Verso a Verso

Cedo

Retrocedo


Restaurando a hora   

Refazendo a face

Recriando o corpo 

Sopro a sopro




Desprendimento lento em i/n/v/e/r/t/i/d/o \movimento





Sopro a sopro

Sopro a sopro


Uníssono movimento

Desprendimento lento






Sopro a sopro

Apartando o corpo

                                                              Verso a verso
                                                                  
                                                              Passo a passo


Pouco a pouco


                                                           .

14 comentários:

  1. Subindo os degraus dos teus versos,em movimento

    lento,expressando a minha emoção a cada toque,

    nas palavras construindo a arte única do poeta

    mestre,que domina alquimicamente o poder das

    palavras,e em desprendimento nos oferece a

    poesia que nos transforma,nos ensina e nos

    supreende a cada verso,a cada passo e pouco a

    pouco e sopro a sopro o voo poético...

    A tua belíssima declamação prorcionou esse voo

    ainda mais libertador.

    Muito obrigada por esse momento(grandioso para

    mim) em teu movimento-arte!!

    Bjo,amigo.

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  2. Sopro a sopro solto a alma (a cada sopro)
    Solta- se o sonho

    Em tempo quebrado solta- se a vida
    Dispersando o sonho (como sementes fossem)

    Traço a traço (como se fosse vento)

    Sopra num só movimento, num só som.

    Corpo a corpo um só verso
    Voltando ao tempo
    Ao Sonho lentamente…

    Um poema que traz muito á imaginação.
    Em imagens, em som…
    Que se completa com a declamação, quando o tom das mesmas
    Palavras mudam,

    Sublime, muito imagético.
    Adorei ,o poema e a declamação.

    Beijo


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  3. Um poema sinestésico, em movimento vertiginoso, fragmentada velocidade, onde cada partícula têm a própria e única e uníssona e perceptível e atrativa cadência!

    Não é um poema para ser lido de uma vez, mas com calma e com todos os sentidos voltados para ele. Ontem estive aqui lendo-no, sentindo-no, tocando-no e me deixando tocar; acompanhando ora suave a respiração; ora uma tensa transpiração.
    Não é um poema para ser lido de uma vez só, mas "passo a passo, sopro a sopro, pouco a pouco"...

    Retumbante, Filipe!

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  4. E é assim, traço a traço, que as grandes obras são executadas.
    Muito belo seu poema! Abraços

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  5. No entanto, subsisto. E movo
    a superfície do tempo
    como quem grava
    na pele
    a raíz contraída
    do verso.

    Muito grata, Filipe,
    por estes momentos especiais

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  6. Maneira invulgar de colocar poesia, de a "espalhar", esquematicamente.
    É agradável aos olhos, embora possa parecer o contrário.
    Confesso que tive de o ler três vezes e não sei se apanhei a "ponta do fio".
    É tudo muito do poeta, e traço a traço, sopro a sopro vai-nos deixando ver e antever, o "corpo" do mesmo, os sentires.

    Saudações.
    Luz.

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  7. Querido Poeta

    Traço a traço se faz o verso...palavra a palavra nasce o poema e em ti nasce a poesia.
    Como sempre fico sem palavras para fazer o comentário que este GRANDE poema merece...senti apenas.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  8. Obrigada, Filipe, tão somente isto.

    Beijos de luz, da Luz.

    afetos e cumplicidades -blog

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  9. Perfeito, Filipe. Este poema é perfeito.
    Obrigada pelo comentário lá no Apaixonada.
    Bjs!

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  10. sopro a sopro
    se solta o poema
    que existe no Poeta

    muito bom!

    um beij

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  11. Querido poeta

    Passando para te reler e deixar um beijinho e agradecer a visita, sempre bem vinda.

    Sonhadora

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  12. Poema em que, esquematicamente, partes do interior para o exterior, marcado pelo sopro/corpo, tempo e espaço/traço, como se um “eu” saísse planando, mas não ao acaso; há um rumo interiorizado, percorrendo elementos do ar (ar, vento, voo), saboreando-os.
    Depois, como se um papagaio de papel há a fase contrária, o recolhimento, o lugar mais seguro, o lugar onde as palavras são rainhas e se compõem em diademas poéticos.

    (Bolas, quando deixas de ser tão especial na poesia???)

    Beijo, meu querido amigo :)

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  13. (n) desprendimento lento se prende a respiração ofegante de te ler. de te escutar o sopro e sentir o verso que é corpo nu movimento em que soltas a alma de ave selvagem.

    (ia jurar que já te tinha comentado. caroço, a tua escrita preenche(-me) falhas de afectos:-)

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