Na intermitente intermitência da distância
O horizonte afasta-se ________________________________________distante
Na descontinuidade a
terra estremece
cede
desfalece
Nada me move
Não o lento sopro do tempo
Não o adiantado passo da hora
No inverso verso do verso
Emudecem cálidas sílabas
em asfixiadas palavras
Perpetuando
Nos infindantes significados
Nos indefinidos significantes
O Silêncio
Na distante intermitência do desígnio
O mundo torna-se _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
_ _ _ _ intermitente
Em silente seguimento o
solo arrasta-se
quebra
colapsa
No verso do inverso verso
Inclinam-se rasas águas
Irrompem temerosos medos
Dobram-se silêncios
Nada me move
Não a insistência inconforme
Não o dolente acorde do andamento
Desnudando singular mudez
Em seus rituais plurais
Sussurrados significantes
Sussurrantes significados
.

Excelente texto, caro Filipe, como sempre. Abraços, Pedro.
ResponderEliminarFilipe, qualquer comentário seria superfluo depois do que li!!!
ResponderEliminarFica uma música!
http://www.youtube.com/watch?v=BvsX03LOMhI
Beijos in silence...shiu!!! :)
Ao som do silêncio, as paalvras se exaurem, como se fossem
ResponderEliminargota a gota do som, em curso de um rio invertido para o oceano
nada...
Ao som do silêncio que me emudece... Em passos dos versos que
inverso em mim ficam, duplicam silenciosos significados e
o mundo em suspenso estado...
Querido amigo,no meu suspenso silêncio em lágrimas... Levo
comigo, este teu magnífico e inspirador poema, o caminho
dos grandes mestres da poesia.
Ps:Esse belíssimo poema precisa ser declamado por ti,tá?
Bjo.
Delicioso, na forma e no conteúdo.
ResponderEliminarSempre que te leio, algo me fica a bailar no pensamento, a cadência das palavras, o aprumar do pensamento, como horas mortas suspensas num vazio e uma incrível frase, que me sibilou, como uma serpente fria e ágil ao ouvido:
ResponderEliminar"Emudecem cálidas sílabas em asfixiadas palavras"
Fico sempre assim ou quase quando te leio...Emudecido diante de tão genial poema. Não digo o melhor, porque seria reduzir toda a tua alma a punhado de poemas, mas apenas singular e bastante forte.
Um silêncio que ganhando o avanço de murmúrio do poeta fica no pensamento horas a fio de quem lê...e isso é magia!
Filipe,
ResponderEliminarTu és um poeta maior, a tua poesia sempre me deslumbra.
Bj
Nanda
Silêncio...
ResponderEliminarE sintamos na alma cada verso deste poema.
Lindo!
Grande abraço,poeta.
O tempo por aqui engoliu as palavras... nem por isso nos roubou o sentido.
ResponderEliminarMaravilhoso poema, Filipe.
Beijos.
Apenas te consigo dizer que na cadência contínua em que comecei a leitura... a determinada altura não consegui acompanhar o ritmo... tive que parar e respirar fundo de tal forma fui dominada pelas minhas emoções e pelo que em mim despertaram as tuas palavras...
ResponderEliminar...recomecei então noutro ritmo, mas mesmo esse continuou a ser intermitente, mas aí sim já lhe consegui (devidamente) saborear a beleza e a essência que em ti são realmente algo de sublime.
Beijinhos felizes e que a inspiração te acompanhe sempre :)
A contradição parece ser a tônica do poema, onde os sentimentos pressionam as palavras para explodirem antes que essas estrangulem a poesia cada vez mais expressiva e inequívoca em cada verso teu, Filipe, que é o que move o mundo!
ResponderEliminarUm beijo!
Gi,
ResponderEliminarUma gota de esperança surge na imensidão deste abismo, onde o que encontro e ferozmente me agarro, um punhado de terra que posso repousar meus pés.
Não seria o silêncio a forma mais poética de desvendar a alma?
As palavras asfixiadas, paradas a força na garganta adormecem e se tranquilizam em sono profundo. Enquanto isso os olhos abrem a janela para o mais puro sentimento de nossa insignificante existência.
Nada é proferido, não precisa
O silêncio fala mais que mil palavras.
É sempre prazeroso ler-te
Um poema magnífico, que se escuta, desde o primeiro momento em que se lê.
ResponderEliminarPara voltar a ler... e escutar :)
Como estava um pouco afastada estou tentando voltar aos poucos
ResponderEliminarnovamente tentando digerir o desconforto que estou passando no momento.
Eu não posso parar muito menos desistir de lutar como sempre fiz.
E a amizade nos da força sempre para continuar nossa jornada.
Nessa rapida visite convido você a ler minha postagem
também dizer se gostou do novo visual da nossa Viagem.
Lindo final beijos no coração,Evanir.
O sino da Igreja, posta no alto cume do meu ser toca no tempo atemporal, indiferente ao sentir, mas sabe, das badaladas sufocadas que a vida sopra boca adentro, para as guardar, ouvir...ou talvez rezar...a reza nunca ora o que a alma sonha, só repete o que se pode...
ResponderEliminarAmigo poeta, a arte tua é uma fonte onde as nascentes (em nós), simplesmente brotam e, cada ser, independente do que o teu ser quis dizer, revela algo lá no fundo, na cave, no sub-inconsciente. Parabéns pela tua arte.Beijos e abraços nossos!
Querido Poeta
ResponderEliminarEste poema é um hino à poesia...um momento de silêncio onde se ouvem as batidas do coração do poeta.
Obrigada pela visita carinhosa e pelo apoio, não vou desistir, não porque o que escrevo seja muito bom, mas é meu.
Um beijinho
Sonhadora
No espaço do Intervalo interrompido
ResponderEliminarOs olhos não alcançam o azul do Sonho________Longe
Quando o relógio se quebra
(Sou a areia em pó que as tempestades não levam…)
No silêncio constroem –se ainda os castelos na memória
No sonho, eterno,
Onde o silêncio tem voz.
Um poema de eternidade de uma beleza pura e sentida,
Onde o silêncio não importa.
Como sempre inigualável.
Beijo
Meu querido Poeta
ResponderEliminarPassando para agradecer a visita pelo aniversário do meu blogue, é uma honra sempre.
Escrevi um poema diferente dos que costumo escrever, gostaria da tua opinião de poeta.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Apesar de ler com atenção, precisava de mais tempo...
ResponderEliminarEm todo o caso, o que apanhei nesta arte poética, foi a relevância que concedeste ao espaço, se bem que o não dissocies do tempo. É o espaço personificado, que sente o vazio das pessoas que o percorrem, as palavras emudecem porque não são partilhadas. Assim, o silêncio parece uma sinfonia muda...
Admirável!
Bjo, amigo Filipe :)
É aqui que minha alma encontra descanso como se dormisse em um
ResponderEliminarcolchão de palavras. A cada vez que te leio cresce a admiração.
Um beijo de quem é fã.
Releio-te ao som de Bernardo Sassetti - Da Noite - Ao Silêncio
ResponderEliminarhttp://youtu.be/0iewd3kBRIc
Releio-te e cada palavra tua é nota de música que me preenche a alma.
E na intermitência do silêncio, o tempo é o teu sorriso constante, mesmo quando o teu olhar é dor...sussurro-te e se não me escuta(re)s, grito: és poema, areia que escorre num relógio de sol...
B
e
i
j
o