Um
dia
o dia será
Ausência
Por
fim
o tempo cessará
Infinitamente
Como
noite que à noite se sobrepõe
A sombra à sombra se sobreporá
Como
uno momento
Como
definitiva forma
Infecundas
são todas as negras primaveras
Assim como estéril é o corpo por fecundar
Inútil é o tempo consagrado à treva
Assim como toda a reza é ineficaz
Longos
suspiros são mil murmúrios
Vagos abismos de inacessíveis altares
Na
noite
ausente será
A memória
Sem
fim
a utopia cessará
Definitivamente
Como
voz sobre o vácuo vertida
Como
verso de um poema vazio
.

Religiosamente
ResponderEliminaro ritual se cumpre...
Aleatoriamente
em terreno a desbravar...
Definitivamente
em ciclos a renovar...
O teu poema, (em) artistica(mente), sucumbe perante a constatação da efemeridade terrena, como se o sujeito poético assistisse a um desmoronar de crenças. Mas será do vazio, do nada que o ciclo se renovará...
Uma fruição mental, ler-te!
Bjo
Avassalando noites.
ResponderEliminarOlá!
ResponderEliminarMaravilhoso poema assim como no seu outro blog.Tuas palavras me encantam e fazem minha alma vibrar.
Grande abraço
se cuida
O tempo, esse breve instante. Suspenso entre o passado que se foi e, o futuro que projectamos indefinidamente...
ResponderEliminarPoeta
ResponderEliminarHá no tempo uma esmagadora infínitude...uma avassaladora solidão...uma imensa nostalgia.
Como sempre ler-te é entrar nos mais profundo da tua alma.
Obrigada pelos parabéns, e gostaria de te ter conhecido...admiro-te.
Um beijinho
Sonhadora
A boca, muda, abouejando os desejos escondidos, nas noites vazias, para engravidarem poemas e vertigens...
ResponderEliminare se a Terra está parada e o tempo não existe?
ResponderEliminar........assim poder-te-ei ler com atraso, como se chegasse sempre a tempo.:-))
O poema? O poema és tu, intemporal.
Ainda em choque pelo que li no Waf...
ResponderEliminarEnfim também não posso falar muito, mas sabe bem retornar aos sítios onde fomos felizes e reencontrar as caras amigas.
Melhor, meu amigo, aqui te passo a visitar!
O poema é simplesmente um dos teus mais belos, (ia proferir bem conseguido) mas isso seria um erro. Pois todos eles até agora têm sido bem conseguidos.
Sempre gostei do teu cunho único no desmembrar de ideias, nas frases em suspenso, como neblinas sobre nós, na excelente melodia de frases que ficam cravadas em quem lê, como ferro em brasa:
"Na noite
ausente será
A memória"
Sempre muito bom.!