Dois instáveis pontos
E um ponto terceiro
Reticente enigma em ambígua reticência
Suposta metáfora em metafórica palavra
Estigma marcado em a.d.u.l.t.e.r.a.d.a.
pele
Assim inclemente é soletrado
o verbo
Assim insolente é
dissolvido o sonho
Assim se ergue demente o mundo
Enquanto por dentro
Arde
Esventrante o fogo
Enquanto por dentro
Corrói
Cáustico o ácido
São acesos cânticos Irrompendo em rumor
São vulcânicas vozes Expelindo em trova
A lava
O rancor
Assim convulso Estremece o
corpo
E em convulsão Se
lamina o verso
Como perfurante lâmina sobre
pérfida palavra
Como mágoa amolada num
retorcido fuso
Como parte partida de enegrecida parte
Como frágil verdade
do sonho sem textura
São vielas estreitas
Atalhos enlouquecidos
Indignos lugares
Grilhetas de gelo
A insanidade trespassa
Esparso o
laço que constrange
Deslaçado o nó que
restringe
Longo é o ponto que rasga
«Da reticência descende tua dor»
.
olá! encontrei o seu blog por acaso. Comecei a ler este post e comecei a viajar nas palavras. A forma como ele foi escrita está incrível. Parabéns. Gostaria de fAlar várias coisas mais prefiro colocar apenas RETICÊNCIAS ...
ResponderEliminarabraços! Visite meu INFINITO PARTICULAR!
Visceral! Muito bom mesmo, parabéns pelos versos e pela interpretação, Melo!
ResponderEliminarQuerido Poeta
ResponderEliminarUma ténue linha nos separa do amor ou nos empurra para o abismo e há abismos que são uma ponte para a vida.
Como sempre vim beber da tua fonte...e vou plena de poesia.
Beijinho
Sonhadora
Como lava o poema escorre, desconhecendo caminhos, descobrindo vielas, deixando no lastro, "escoadas lávicas", que pontuam a emoção: entre explosão e fogo! E nós petrificados diante da beleza dele...
ResponderEliminarBeijo, Filipe!
Olá Gi,
ResponderEliminarAssim docemente se descobre o verso
Que inebriada leio
Crescente, o poema
a poesia...
Assim contente o agrado de reler-te!
Passei para dar-te um beijinho...
Assim ardente
Eu o conheci no CANTO DA BOCA e não resisti. Vim conhecer seu espaço. Impossível não me encantar com seu estilo e sua forma de lidar com as palavras. O valor dos poemas está na emoção que despertam.
ResponderEliminarAbraços
Pelos momentos de entrega, ao fluir da palavra.
ResponderEliminarUm abraço, Filipe,
:-)