Repasso o passo cansado
Este percurso de recurvo curso
O compasso turvo que te fez verso
O tempo que se inscreveu inverso
Em retorno regresso
Ao vidro do espelho quebrado
Ao vulto avulso sem contorno
Ao devoluto mundo que te precedeu
«Eram alvas nébulas talhadas em cobre
Eram faces vitrificadas suspensas em sal
Eram ilusões incisas em cinzas de cristal»
Sustado persiste O corpo
Como pétrea estátua sem rosto
Como estático corpo de pedra
Como adro passado em queda
Na precisa inconstância das horas
Disforme se forma a sombra
Assim se formando deformada memória
«Lágrimas que ardem como longa chama
Alongadas labaredas que do fogo se apartam
Ardentes flamas que queimam sem combustão»
Mudas cessam as palavras
Como mudo é o silêncio
O silêncio que por dizer se calou
.

Poeta
ResponderEliminarComo sempre intensos os teus poemas, como sempre um momento de poesia que se sente...em silêncio.
Deixo um beijinho
Sonhadora
A sensação que tenho é que eu caminho rente a um espelho que reflete meus passos e pensamentos, cuja explosão de sentimentos fragmenta o mundo ao meu redor...
ResponderEliminarO silêncio calado faz-me rasgar a musica com gritos de canções revolucionárias.
ResponderEliminarA ti faz-te continuar a ser poema. para além de Poeta :-))