Oculto-me nas horas
Assim me inverto
Assim se verte o tempo
Incerto
Como um vaso
vazando
no vazio
Vertendo invisíveis transparências
Derramando transparentes invisibilidades
Sombras brancas que flutuam
Fluem como memória
Afluem como palavra
Tornando-me incessável poema
Como verso de um sonho insano
Que florescido murchou
Abismos de lava suspensa
Oblíquas espirais de chama triangular
Anguladas lâminas em lábios diagonais
Metades sobre metades
Partes de partes incompletas
Como macilentos traços
de um retrato ensandecido
Delírios sobre delírios
Ecos perdidos (quase gritos)
Em emudecido sustenido
Mantos negros (talvez céus)
Detalhes de um destino por incumprir
Inabitável é a hora
Ocultado é o tempo que me pausa, agora
Do outro lado do mundo os mitos nascem em verso
.

Boa noite poeta! Adorei teu poema! Não só os versos, mas a forma como o texto foi construído, faz o leitor, além de ler, recitar o texto, sem fôlego no pensamento. Isto me lembrou V de Vendetta nas suas falas. Demais! parabéns!
ResponderEliminarabraços!
Adoro simplesmente...excelente escrita.
ResponderEliminarSusanaSousa
http://escrevedora-s.blogspot.com
Lindissímo... poesia pura, simples, transparente, umedecida de sentimentos...
ResponderEliminarAdorei
Clap Clap Clap! Voz poética própria, original e profunda. Parabéns!
ResponderEliminarOculto, mostras o que é invisível aos olhos e que a pele sente. Sim Poeta, que preenches vazios de tanto, que derramas gritos, habitas o tempo e ÉS mito. ÉS POEMA.
ResponderEliminar...E eu cumpro o ritual da vénia num abraço e(terno).
Beijo. Porque sim.