Que sombras estas são
Que me seguem
Me perseguem
Como estultos vultos
(Ocultos)
Que avultam
Em desordem
A razão
Que sombras estas são
Que me rodam
Me assombram
Como
Nomes sem nome
Faces sem face
Como
Silhuetas desfeitas
(Feitas de negro-morte)
Que habitam
E invertem
A razão
(...)
«Onde se escondem
Os lagos coloridos
Os campos floridos
Meus olhos de criança»
(...)
Que vozes estas são
Estes gritos que ecoam
Como ruídos retumbantes
Estes risos aflitos
Que troam
Como lágrimas ressonantes
De onde procede
Esta névoa que me traja
Este ultraje que me povoa
Despovoando a memória
Que canto é este
Que se aproxima
Taciturno
E em surdina
Porque voa o corvo
Como ave de rapina
(...)
«Dos mortos, a morte nada sabe
E a vida já não quer saber de mim»
(...)
E
Tu
Onde estás?

Poeta
ResponderEliminarA eterna procura do EU...e do NÓS.
Onde se escondem
Os lagos coloridos
Os campos floridos
Meus olhos de criança
Onde nos perdemos de nós...onde ficámos...onde deixámos o corpo despido.
Divagações...deixo um beijo.
Sonhadora
Uauuu Giraldof mensagem envolta numa mar de sombras...é voz de poeta.
ResponderEliminarbjos
manuela
envolta em sombras vis(lumbradas)pela apatia das silhuetas.
ResponderEliminarrodopio de cores em semi-breves no teu peito de poeta.quantas lágrimas te cabem num sorriso? daqueles que te rasgam o olhar e perfumam os corpos que tocas?
poeta de perguntas infinitas: a razão pode ser um coração moribundo, que rasteja em vez de pulsar.
(leio-te pela segunda vez e de cada vez uma palavra nova :-)
beijo
Muito gosto eu dos jogos entre sombra e luz, visível e incógnito. Quando nada é certo, é difícil sabermos que rumo tomar ou a que conclusões chegar, e este texto ilustra bem isso, como quando refere a razão invertida pela acção dos vultos indefiníveis. O que sobra de nós entre tantas interrogações?
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